domingo, 31 de maio de 2009

*MORTE DO PAPAI*


Em 1990, trabalhando muito, meu filho morando
e trabalhando em Acreúna. Eu preocupada com
os estudos dos filhos e muito apaixonada
pelo meu esposo.
Em 1991, muito trabalho, a sogra hospitalizada,
e todas as noites eu dormia com ela no
hospital. Nesse mesmo ano tive infecção de
rins e anemia, tive que tomar sangue, fiquei
internada 15 dias.
No dia 2 de junho reunimos os irmãos, porque
o papai não passava bem. Com muita dificuldade
conseguimos convencê-lo de internar.
Saímos: meu irmão, cunhada, mamãe, papai e eu.
Já no hospital, foi piorando a cada medicação.
Quando foi na madrugada veio a falecer, caindo
nos meus braços. Foi a pior tragédia na minha
vida; mas Deus me deu tanta força nessa hora.
Eu sempre preocupada com a mamãe e pensando
como seria o encontro com meus irmãos.

Ajudei a vestir o papai e o colocamos na maca
e o conduzimos para os fundos do hospital;
nesse instante parecia que era só pesadelo, e
que tudo ía passar, mas foi real.

***Fato verídico, aconteceu comigo, história
da minha vida. Ana Maria Gonçalves***

quarta-feira, 27 de maio de 2009

*EMPRÉSTIMO PARA A MÃE*


Gabriel Reis, 8 anos, diz que nem foi tão
difícil economizar a grana do passeio, mas
que teve que abrir mão de gastar o troco do
lanche com balinhas. Ele sempre teve o costume
de poupar. Em casa, tem um cofrinho, e parte
do dinheiro que ganha da mãe ou da avó deposita
na caderneta de poupança. "Não gasto tudo que
ganho."
O garoto conta, orgulhoso, que juntou 500 reais
e comprou um videogame bacana. Agora, com a
tal crise assustando todo mundo, Gabriel
passou a ser ainda mais mão fechada. "Na minha
casa, estamos comprando menos. Todos estão
economizando".
Bárbara Soares, 9 anos, também joga no time dos
econômicos. Desde os 6 anos ela tem o hábito
de poupar. Até já emprestou dinheiro para a
mãe. Por conta da crise econômica, a família
resolveu redobrar a vigilância em relação
aos gastos. "Não como besteira o tempo todo.
Estamos economizando energia e gastando
menos com roupas", conta. No futuro, sonha
com uma casa bem bonita. Por isso, o melhor
é guardar.
(Heloísa Lima)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

*EM UMA ESCOLA*


Em uma escola.
Uma vez a professora resolveu fazer uma
apresentação de slides com os desenhos
das crianças e pediu a cada um que
desenhasse sua casa e sua família.
Um dos alunos fez uma casa com três
pessoas e levou para a professora:
"Este é meu pai, esta é minha mãe e esta
é minha irmã."
A professora notou que ele não incluiu
o irmão e nem se desenhou:
- E onde estão você e o seu irmão?
- Professora, se eu e meu irmão estamos
na escola, como estaríamos em casa?

"Maria Cristina Bigeli, Assis (SP)"

sábado, 23 de maio de 2009

*TIPOS DE SEIOS E DE PÊNIS*


Uma família está à mesa de jantar quando o
filho pergunta:
- Papai, quantos tipos de seios existem?
O pai, surpreso, responde:
- Bem, meu filho, existem três tipos de seios:
aos 20 anos a mulher tem seios como melões,
firmes e redondos. Dos 30 aos 40 eles são
como pêras, ainda belos, porém um pouco caídos.
Aos 50 os seios ficam como cebolas.
E o filho:
- Cebolas?!
- Sim. Quando você olha para eles, fica com
vontade de chorar!
Esta explicação deixa a mãe e filha nervosas.
A filha pergunta:
- Mãe, quantos tipos de pênis existem?
A mãe fica um pouco surpresa, mas olha para o
marido e responde:
- Bem filhinha, um homem passa por três fases
distintas: aos 20 anos o pênis é como um pé
de jacarandá, respeitável e firme.
Dos 30 aos 40 anos, o pênis é como um pé de
Chorão, flexível mais confiável.
Após os 50 anos, o pênis fica como uma árvore
de Natal.
- Árvore de Natal?, questiona a filha.
- Isso mesmo. Morto da raiz até a ponta e as
bolas ficam penduradas como decoração!
E o pior: só se arma uma vez por ano!

"Jornal DAQUI"

quarta-feira, 20 de maio de 2009

*MENTE PEQUENA PARA TAMANHA CONFUSÃO*


Sou o Marquinhos da Vila das Formigas.
Tenho dez anos. Hoje na escola, a professora
disse que é 13 de maio, e que comemoramos
a libertação dos escravos. Cheguei em casa
e fui pensar: no Brasil ainda há o grito
de liberdade. Os escravos de hoje, não são
só negros, e sim brancos também.
Meu vizinho é garí, trabalha na prefeitura;
coitado, é doente, trabalha no bruto sol,
tem contato com o lixo que transporta, que
você todos os dias coloca na porta. Ele
vive reclamando das dificuldades da vida.
Direitos, vive gritando!
Já o meu pai é negro, trabalha catando
papéis nas latas de lixo para ser vendido.
E depois mal consegue uns trocadinhos.

E assim o mundo está cheio de pessoas
escravizadas, que ainda vivem por mistério
de Deus.
Só espero que os governantes levem à sério.
Minha cabeça é tão pequena para tamanha
confusão. Será quando aparecerá alguém
para libertarmos desta negra escravidão
em que vivemos?
Quando acabará a discriminação racial?

***Ana Maria Gonçalves***

terça-feira, 19 de maio de 2009

*ERA UMA TARDE DE VERÃO*


Era uma tarde de verão, e meu marido e eu
estávamos caminhando. Alcançamos três
garotos, que aparentavam 11, 13 e 15 anos.
Brincavam e riam e, para fazer graça, o
maior empurrou o menor, que caiu na rua.
Por sorte não estava passando nenhum
carro. Nós o alertamos do perigo, e
continuamos nossa caminhada. Os três ficaram
para trás, resmungando. Não pudemos entender
o que falavam, mas não nos pareceu qualquer
ofensa. Coisas de adolescentes, pensei.

Nestas ocasiões, penso em algo de bom para
aqueles que necessitam de nosso amor. Então,
fomos surpreendidos pelos três, correndo
atrás de nós. Eles nos pediram desculpas
com um aperto de mão. Para mim foi um
momento quase de êxtase: além do pedido
de desculpas, ganhei três beijos, que
jamais esquecerei.
O bem está presente em todos nós, basta
acreditarmos que nosso semelhante tem
a capacidade de manifestá-lo.

"Maria da Cruz Gomes Rodrigues, Mauá (SP)"

segunda-feira, 18 de maio de 2009

*COMENTÁRIOS NEGATIVOS*


Recentemente, Artur, de 33 anos, saiu com
uma mulher chamada Maria. Ele a achava linda
e desejava conhecê-la melhor. Mas, durante
o encontro, os comentários negativos sobre
os homens que ela não parou de fazer eram
tão agressivos que ele começou a se aborrecer.
Ao observar o comportamento de Maria, outra
mulher poderia perceber que seu objetivo
ao falar essas coisas era receber apoio do
homem com quem estava - "você é diferente
dos outros", ela estaria querendo dizer.

Mas Artur não se deu conta da vulnerabilidade
que havia por trás das observações dela.
Ficou chocado com sua hostilidade. Ele diz
que não aguenta mais a maneira como as
mulheres criticam os homens. Para ele
isso funciona como uma ducha fria.

"Steven Carter e Julia Sokol"

quinta-feira, 14 de maio de 2009

*O AVENTUREIRO*


O aventureiro entrou pelo CAMINHO DAS ÍNDIAS
para chegar ao PARAÍSO, precisava fazer um
NEGÓCIO DA CHINA. Encontrou com a SENHORA DO
DESTINO que tentou lhe fazer uma REVELAÇÃO;
E ele com CARAS E BOCAS se sentindo uma FERA
FERIDA. Pensou em fazer MALHAÇÃO, fez PROMESSAS
DE AMOR, mas nada aconteceu.
Partiu então para seu PODER PARALELO, queria
encontrar A FAVORITA; mas temendo, porque para
ele, tudo era DA COR DO PECADO.
Poderia até ser sua ALMA GÊMEA, mas com medo
de ser enganado, foi pedir opinião à XICA DA
SILVA, que o aconselhou conhecer A ESCRAVA
ISAURA. Como seus LAÇOS DE FAMÍLIA não
combinavam e seu CORAÇÃO DE ESTUDANTE era
frágil, apelou para AS PUPILAS DO SENHOR REITOR.
Encontrou com CHIQUITITAS. Percebeu que só era
infantilidade, não era a dele.

Passou em uma fazenda e encontrou uma choradeira!
Ficou analisando: OS RICOS TAMBÉM CHORAM?
Seguiu caminho e encontrou o REI DO GADO que
foi O SALVADOR DA PÁTRIA; e o aconselhou que
fosse SASSARICANDO, com FELICIDADE e com O
SORRISO DO LAGARTO, sem por o PÉ NA JACA, ele
resolveria sua vida.
Bem na esquina deparou com AS TRÊS MARIAS que
cochichou bem no seu ouvido:
- Dê uma viradinha à sua direita, que vai pasmar
vendo AS MULHERES APAIXONADAS. Cabe a você
saber escolher e conquistar a sua BEM AMADA.
Foi CARA E COROA várias vezes, até que encontrou
sua ESTRELA GUIA e foram viver UM SONHO A MAIS
na TORRE DE BABEL na VILA MADALENA.
Esse é o JOGO DA VIDA.

***Ana Maria Gonçalves***

quarta-feira, 13 de maio de 2009

*PROCURA O CHEFE*

Um jovem, recém-casado e recém-
formado, procura o chefe para lhe pedir um
aumento de salário:
- Patrão, acho que o senhor deveria aumentar
o meu salário, pois devo avisar que três
empresas já estão atrás de mim.
O chefe fica preocupado. Empregado só tem
valor quando a concorrência está interessada.
Resolveu então que daria o aumento ao rapaz.
Mas, por curiosidade, decidiu perguntar:
- Se não for pedir demais, você poderia me
dizer quais são as três empresas?
- Claro! A de telefone, a de água e a de luz.

"Daniel F. Turmina, Recife, (PE)"

terça-feira, 12 de maio de 2009

*COZINHEIRA DE MÃO-CHEIA*


Minha irmã passou no vestibular aos 17 anos
e teve de se mudar para outra cidade. Foi
sua primeira experiência de morar sozinha.
Alugou um apartamento e dividiu com uma
amiga da mesma idade, que também havia
acabado de entrar para a faculdade.
Muito dependente de minha mãe, eram
constantes os telefonemas para perguntar
as coisas mais diversas.

Em uma dessas ligações, minha mãe voltou
dando gargalhadas: minha irmã queria saber
como se preparava um chá de farinha.
- Chá de farinha? - perguntou espantada
minha mãe. - Não se pode fazer chá com
farinha!
- Como não? Estamos com uma receita de
panquecas que diz: "Cinco colheres de
chá de farinha."

"Gustavo Fernandes Emílio,
Botucatu (SP)"

segunda-feira, 11 de maio de 2009

*PAI DE GÊMEAS*

Com apenas 4 dias de vida, a pequena
Helena assustou o pai de primeira viagem, que
a colocava para dormir. No berço, choramingou
baixinho, ao lado da irmã gêmea, Alice.
Sem saber o que fazer, o ator Heitor Martinez
tentava entender a razão do choro quando
percebeu que a mão da filha estava presa na
manga de sua roupa. Ao soltar, a menina
suspirou e adormeceu. "Naquele momento,
desabei", lembra Heitor, 36 anos. "Um bebê só
quer segurança. Comecei a chorar e a falar,
garantindo todo o meu amor a ela".

Ser pai, porém, não foi uma escolha inicial
do ator, que se sentia inseguro diante da
responsabilidade de educar uma criança.
"Quando começamos a namorar, ele dizia que
queria acabar solitário, numa quitinete em
Copacabana", lembra a mulher, a atriz Ana
Markun, 29 anos. Seis meses após o início
do namoro, casou-se com a atriz e, em pouco
tempo, foi convencido por ela de que ter
filhos seria importante. "Desde adolescente
sempre quis ser mãe", conta Ana. "E percebia
que o Heitor tinha jeito com crianças, era
carinhoso."

Com o nascimento das gêmeas, Heitor deixou
no passado a imagem do homem que não admitia
ser pai. Ana conta que, nos primeiros 3 meses,
era ele quem levava as meninas - as 2 ao mesmo
tempo - durante a madrugada para a atriz
amamentar, além de dar banho e trocar fralda.
"O amor é diferente, único. Te dá energia,
felicidade", derrete-se.

A fórmula da família tradicional que o ator
persegue agora talvez seja reflexo da ausência
dos pais, que se separaram quando ele tinha 5
anos. Ao mesmo tempo em que o militar José
Bento Mello saía de casa, a mãe, estudante de
medicina, dava plantões em datas, como Natal
e Ano Novo. "Paguei por essa obstinação dela.
Me tornei uma criança insegura e retraída",
resigna-se. A conjuntura política do País
também pesou no comportamento de Heitor.
José Bento, que era de esquerda, foi preso
3 vezes. Numa delas, saiu escoltado por 2
homens. Já Heitor, hoje, busca tranquilidade
para dar conta da dupla do barulho que tem
em casa.
"Nina Arcoverde Mansur"

"Hoje, Ana Markun tornou-se a ex-mulher de
Heitor"

quinta-feira, 7 de maio de 2009

*FOI EXPULSA DE CASA PELA MÃE*

LEIAM ESTA CARTA:
- Minha mãe,escrevo-lhe só para você saber onde
estou e o que sou. Já faz 4 anos que fui expulsa
de casa por você por causa do erro que cometi.
Não mereci seu perdão, porque você nunca me amou.
Depois que fui expulsa, saí pelo mundo. Tentei
encontrar um emprego onde pudesse ganhar
honestamente o pão de cada dia. Tudo em vão.
Ninguém me aceitou. No meio de muitos cristãos
só encontrei desprezo e humilhações e não apareceu
um só que me recebesse como Cristo a Madalena.

Todas as portas se fecharam para mim. Nem sei como
meu filho pôde nascer! Parece, minha mãe, que sua
maldição pegou, porque ele morreu 6 meses depois.
Entretanto, ele foi mais feliz do que eu, porque
é melhor não existir do que existir, vivendo a
vida que eu vivo! Minha mãe, que horror quando
vem a fome! Loucamente, desesperadamente, tentei
mais uma vez, mas sem esperanças, encontrar
um trabalho qualquer. Cheguei até rezar, coisa
que você nunca me ensinou. Mas, quem é que
poderia ouvir minha oração? Fiz tudo para
acreditar em alguém que pudesse ter compaixão
de mim.
Um pouco de bondade que eu recebesse, já seria
bastante para que eu não viesse cair na miséria
em que eu vivo. Sim, é verdade, ninguém nos
ama se nossa mãe não nos ama primeiro! Você
me odiou quando não soube me ajudar no momento
em que mais precisei de você! Quero viver,
tenho paixão pela vida, amo a vida, mas detesto
a condição de minha vida! Eu tenho certeza
que não nasci para ser PROSTITUTA, não nasci!
Mas eu preciso comer, eu preciso me alimentar,
eu preciso me vestir, eu preciso de uma casa
para morar.

Mas quão amargo é o pão que eu como, os vestidos
que eu uso não podem cobrir a vergonha que
eu sinto desta vida, e onde eu moro, só há
proteção contra as chuvas e os ventos, pois
não posso fechar as portas para os cachorros
que me procuram a cada momento da noite e
do dia!
Quando você me expulsou de casa, eu já sabia
que você tinha amantes. Não é verdade que
você me expulsou para se livrar de mim?
Afinal de contas, os amantes se entendem,
e eles não sofrem quando estão juntos.

Eu quisera que você soubesse quanto eu sofro
nas mãos de cada homem que me visita. Eles
pintam o diabo no meu corpo e eu sinto
apenas nojo. As vezes tenho vontade de
morrer, mas não posso morrer; porque eu
quero viver como todas as criaturas querem
viver.
Ontem tive um tempinho de ouvir o rádio.
No programa falaram de Deus, que Ele nos
ama e que nos quer bem. Que tal, se você
tivesse me falado de Deus em minha infância
e na minha vida? Nem você teria me
abandonado e nem eu sentiria tão abandonada,
a ponto de não ter forças para deixar de ser
o que sou.
Até um dia, minha mãe, sabe lá onde
encontraremos!

Ainda sua filha,...


"AUTORA Anônima"

quarta-feira, 6 de maio de 2009

*LIÇÃO DE ÉTICA*


Ele assistia calado à má-fé de algumas
avícolas, mas decidiu denunciar os
concorrentes.
Aos 35 anos, o catarinense Jóster Macedo
guarda no currículo uma experiência pela
qual muita gente não passará em uma vida
inteira de empreendedorismo. À época
principal executivo do frigorífico Macedo
Agroindustrial, hoje adquirido pela
americana Tyson Foods, em São José (SC),
ele investigou e denunciou às autoridades
a adição ilegal de água em frangos congelados,
o que aumentava o peso da ave e, portanto,
seu valor. Jóster poderia silenciar diante de
mais um absurdo praticado no mercado, afinal,
sua empresa não tinha nada a ver com o que
acontecia e só ganharia dor de cabeça com
a denúncia.
Era mais fácil ignorar, mas não foi o
que ele fez.
De uns tempos para cá, jóster viu que algumas
marcas da concorrência apresentavam fraudes
contra o consumidor.
Segundo Jóster: "Aconselho outras pessoas
a não se calarem diante de irregularidades,
pois essa é a única saída para o Brasil".

"Revista SELEÇÕES, Fernanda Tambelini,
Editora Globo"

terça-feira, 5 de maio de 2009

*GOIANO E MINEIRO*


Um goiano chega em Minas Gerais e fica
perdido. Logo encontra um mineiro, e pergunta:
- Você sabe me informar aonde estamos?
E o mineiro responde:
- Sei não, senhor!
- Sabe como eu faço para chegar na central?
Perguntou o goiano. Responde o mineiro:
- Sei não, senhor!
Goiano pergunta:
- Sabe como faço para chegar na rodoviária?
Responde o mineiro:
- Sei não, senhor!
O goiano, já irritado, fala:
- Pô mineiro, você não sabe de nada?!
E o mineiro responde:
- Sei não, senhor, mas pelo menos
eu não estou perdido!

"Jornal DAQUI"

segunda-feira, 4 de maio de 2009

*APRENDA A ECONOMIZAR A QUALQUER ÉPOCA DA VIDA*


Na escola de Juliane Pires, Bárbara Soares,
Gabriel Reis e Gabriel Ferreira os alunos
estão aprendendo a economizar de uma forma
bem divertida. Juntos, eles fazem um cofrinho
com material reciclado, escolhem um objetivo e,
para atngí-lo, economizam o máximo de dinheiro
possível.
Em 2007, quando ainda estavam no terceiro ano
do ensino fundamental, eles decidiram que
queriam passear no zoológico e fazer um lanche
bem gostoso com o dinheiro do cofrinho. Quatro
meses antes do passeio, começaram a guardar
moedas e notas. Como o principal objetivo da
atividade era aprender, contavam o dinheiro
todos os dias e aprendiam a trocar as moedas
por notas - inclusive dando uma força para o
pessoal da cantina e facilitando o troco. No
fim, deu tudo certo.
O dinheiro foi suficiente para pagar as entradas
da turma e ainda para fazer um lanche na escola
com pizza e refrigerante. Com os trocados que
sobraram, a galera comprou um monte de balas.
Já no quarto ano, eles ainda não decidiram o
objetivo a alcançar, mas estão empolgados.

Alguns alunos dizem que, a partir da experiência,
mudaram o comportamento em relação ao dinheiro.
Antes de abrir a carteira, pensam se realmente
precisam do objeto que vão comprar ou se é
possível esperar. Outros dizem que, desde
pequenos, tem o costume de poupar.
Aprenderam com a família e querem levar o
hábito para a vida toda.

Neste momento de crise, a galera afirma estar
preparada para fazer pequenos sacrifícios
e ajudar a família a superar o aperto.

"Almanaque / Encarte do Jornal O POPULAR,
Heloísa Lima"

domingo, 3 de maio de 2009

*QUERO TER OLHOS AZUIS*







*QUERO TER OLHOS AZUIS*








Um dia eu quis ter olhos azuis, pois todos
falavam que eles eram maravilhosos. Pensei
em colocar lentes de contato. Pedi à minha
mãe, mas ela disse que beleza não era o que
realmente importava na vida de uma criança.
E falou também que eu precisava aproveitar
minha infância, porque essa fase passa
rápido demais na vida da gente.
Mas eu não estava convencida. Então, pedi
para o meu pai as lentes e ele repetiu o
que minha mãe tinha dito. Perguntei aos meus
avós. Eles me contaram uma história:
"A menina de olhos azuis...
Existe uma menina chamada Ana Clara. Ela
tem olhos azuis, é linda, mas tem um problema:
não gosta da cor de seus olhos. Ela quer
ter olhos castanhos.
Sua mãe lhe disse que não podia comprar lentes
de contato porque elas íam atrapalhar as
brincadeiras. Então, entre brincar e ter
olhos castanhos, ela preferiu ficar com a
primeira opção."
Foi assim que eu desisti de usar lentes azuis.

"Clara Mendes Villela Santos,
Repórter mirim, número 27.696/07-GO
Jornal O POPULAR"