quarta-feira, 18 de novembro de 2009

*O FILÓSOFO DA NATUREZA*


Jean Jacques Rousseau nasceu em Genebra, Suíça, em 28 de
junho de 1712. Filho de protestantes, perdeu a mãe durante
o parto. Aos 10 anos, foi entregue pelo pai a um tio, que
por sua vez, o entregou a um padre, com o qual, teve uma
infância infeliz.
Na adolescência, após um breve período de vagabundagem,
entrou num hospício em Turim. Em seguida tentou, por várias
vezes, ser acolhido num seminário. Frustrado com as
repetidas recusas, saiu da Suíça em 1930 e foi para a
França, onde se assentou definitivamente em Paris, no ano
de 1742. Na cidade conheceu Denis Diderot e graças à
amizade, tornou-se um dos muitos colaboradores da
encyclopédie. Rousseau ainda escreveu alguns artigos sobre
a música, sua grande paixão, mas com a publicação do seu
romance "Émile ou de I'éducation" (1762) entrou em conflito
com as autoridades francesas, razão pela qual fugiu para
Inglaterra em 1766, a convite de David Hume.

Um ano depois retornou à França protegido por um nome
falso. Em 1768, se casou com Thérèse Levasseur, sua amada
de longa data, e com quem teve cinco filhos, todos
entregues a adoção, devido à situação financeira do casal.
Morreu em 2 de julho de 1778, em Ermenoville, no interior
da França. Durante a revolução Francesa, 11 anos depois,
Rousseau foi homenageado com o translado de seus ossos para
o Panteão de Paris. Entre suas obras, as escritas em 1762,
"O Emílio ou da Educação" e o "Contrato Social" (na qual
desenvolveu os princípios políticos que estão sumarizados
na conclusão de O Emílio), são as que apresentam maior
conteúdo pedagógico. Por meio delas, Rousseau postula
um sistema político, educativo, moral e religioso
extremamente controvertido para a época.
(Revista COLEÇÃO EDUCATIVA)
(Imagens da internet)

domingo, 15 de novembro de 2009

*CARROÇA VAZIA*


Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um
passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve
numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais
alguma coisa? Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai, e uma carroça vazia.
Perguntei ao meu pai:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a
vimos? Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma
carroça está vazia por causa do barulho.

Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa
falando demais, gritando (no sentido de intimidar),
tratando o próximo com grossura inoportuna prepotente,
interrompendo a conversa de todo mundo e, querendo
demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta,
tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

"Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz"...
Pensem nisso...

(Orkutei.com)
(Imagens da internet)

sábado, 14 de novembro de 2009

*VENCI MESMO SENDO GORDINHA*


"Na época de faculdade, um professor teve coragem de me
dizer: Ah você não pode fazer TV. Gordos não têm vez...
Nem por isso desanimei. Assumi minhas formas arredondadas
no vídeo e tive o apoio de muitas pessoas. Percebi que o
mais importante é me aceitar e sorrir na frente do espelho.
Nasci em Bragança Paulista, São Paulo, e tenho muito orgulho
de ser do interior. Em meu segundo ano de faculdade,
comecei a trabalhar num jornal. Logo depois, passei a
escrever uma coluna de variedades Regina Guimarães Show
para três jornais do interior e também entrei na Folha de
São Paulo, onde fazia pesquisas. Nessa época, me afastei
por três anos de meu trabalho devido à perda de meu irmão.

Sofri muito. Já trabalhei também em recursos humanos e em
gravadoras. Entrei na TV Gazeta em primeiro de novembro
de 1990, quando estava completando mais um ano de vida.
Comecei lá como redatora de boletins do departamento de
divulgação, passando por produtora de externas, até
chegar às reportagens que faço atualmente. Minha estréia
na televisão foi em 1993, quando eu, já trabalhando no
programa Mulheres, me disfarcei de Liz Taylor e entrevistei
o cantor Michael Jackson, que estava fazendo shows em São
Paulo. Depois dessa ocasião, uni o útil ao agradável,
incorporei ao meu trabalho de jornalista à minha profissão
de atriz. Meu sonho é ganhar um texto do Miguel Falabella,
para viver uma personagem no teatro.
O estilo? Comédia, é claro. Sou gordinha desde que me entendo
por gente, resolvi comprar uma briga com a balança e desde
março fechei a boca. Queria me sentir melhor e cuidar mais
da minha saúde. Sinto que fiquei mais bonita e mais de bem
com a vida. Para o futuro, estou em busca de novos desafios.
Quero continuar na televisão e se Deus quiser pretendo levar
essa alegria para o teatro e também para um programa de
rádio que pretendo fazer em 2002.
(Regina Guimarães, jornalista e atriz)

*ONDE ANDA REGINA GUIMARÃES?*

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

* A ADOLESCÊNCIA*


Maurício caminha devagar, cabeça baixa, parecendo arrastar
consigo o peso de uma culpa terrível. Seus olhos fixos e
sem brilho, contemplam um ponto perdido num horizonte,
como se alí, entre as ondas do mar, estivesse a resposta.
Possui tudo o que torna uma pessoa feliz: família unida,
posição social, saúde que é a principal, cultura, amigos...
Apesar disso, a dor e a solidão eram companheiras
inseparáveis.

Por quê? Por que existe na adolescência algo capaz de fazer
sofrer alguém como aquele jovem?
Penso que Maurício, como disse acima, tinha tudo; mas me
enganei, faltava algo mais. Ele como um adolescente
sentia necessidade de amigos, mas não como aqueles
que possuiam.
Ele estava enfrentando uma barreira muito grande começava
a entrar no mundo das drogas. Sentia-se sobrevoando, não
era isso que o tornava feliz. Precisava que alguém o
apoiasse, para tirá-lo da perdição que se encontrava.

Mas, como sempre esperamos a mão de DEUS, eis que num
belo dia, apareceu na sua casa um grupo de jovens, com
palavras transbordantes. Fazendo Maurício convencido,
mas em prantos; prometendo juntos participarem sempre
de encontros de jovens.
Daquele momento em diante, ele descobriu a razão de viver,
e que eram seus amigos verdadeiros, inseparáveis; isto
porque aqueles adolescentes não o deixaria mais sofrer
aquela dor insuportável que o consumia.
Agora Maurício caminha mais apressado, cabeça alta, já
não arrasta aquele peso horrível. Seus olhos brilham
como as estrelas, e ele consegue resolver o mesmo
problema daqueles amigos de antes. Só que sempre em
participação do grupo amigo que encontrou.

Quem coloca DEUS em primeiro lugar, poderá vencer muitas
barreiras. E devemos saber com quem andamos, para
saber quem somos.

***Ana Maria Gonçalves***
(Imagem da internet)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

*TRABALHO ESCRAVO URBANO*


A professora paraense Nazaré Serra trabalha até 18 horas
em um só dia para cumprir a jornada de 280 horas-aula
por mês. Com o reajuste de 9,5% dado em maio pelo
governo, após dez dias de paralisação das aulas, ela
ganha cerca de R$640. Morando em uma casa cedida na
Cremação, bairro pobre de Belém (PA), Nazaré tem
sistematicamente atrasado contas para sobreviver com
seus dois filhos desempregados.

"Para saber o que não vou pagar, faço um sorteio, jogo
para cima as contas e o que cair no chão vai para o
mês que vem", brinca. Com 21 anos de magistério e 19 em
escolas estaduais, Nazaré viu seu salário ser achatado
durante esses anos.
"Se tivesse que pagar aluguel, não conseguiria."
Os filhos formaram-se em escola pública e hoje lutam
sem sucesso para entrar na universidade.
Professora de português e ensino religioso, Nazaré
demora duas horas de ônibus de sua casa até a escola
de Outeiro, periferia de Belém. À noite, já foi
assaltada duas vezes.
Durante a campanha salarial em maio, ela estava com
os colegas em frente ao Centro Integrado do Governo
do Pará, quando foram recebidos pelo Batalhão de
Choque com balas de borracha e bombas de efeito moral.
"Estão tentando acabar com o trabalho escravo na área
rural do Pará, mas ele existe na área urbana."

(Revista ESCOLA)
Imagens da internet)

domingo, 8 de novembro de 2009

*LADO A LADO, BEM BOLADO*


encantadoras mensagens



Ricardinho andava sem sorte. Acho até que, se ele fosse
jogar cara-ou-coroa ou par-ou-ímpar dez vezes seguidas,
ele perderia todas elas.
O caso é que ele tinha aprendido que "em cima" se escreve
separado e "embaixo" se escreve junto. Mas, na hora de
escrever suas redações, ele seeeeempre se confundia e
acabava fazendo tudo ao contrário.
Foi queixar-se pra vovó. Afinal, a vovó tinha sido professora
a vida inteira e sabia tudo, tudinho mesmo de todas as coisas.
- É fácil, Ricardinho - ensinou a vovó. - Levante a mão
esquerda, bem aberta.
- Assim?
- Não. Essa é a direita.
- Então é essa?
- É claro, você só tem duas, não é? A mão esquerda é a que
fica do lado do coração.
- E de que lado fica o coração?
- Do lado dessa pintinha que você tem no rosto.
- Ah, ficou fácil! Mas o que tem a ver a mão esquerda
levantada com "em cima" e "embaixo"?
- Veja, querido: seus dedos, "em cima", estão separados
e, "embaixo", eles estão juntos, grudados na palma,
não estão?
Quando você ficar em dúvida, é só levantar a mão aberta,
que você nunca mais vai errar! "Em cima" é sempre
separado e "embaixo" é sempre junto!
Ricardinho achou genial a idéia da vovó. No dia seguinte,
na escola, tratou logo de contar o novo truque para o
Adriano, seu melhor amigo na primeira série.
- Tá vendo, Adriano? É só levantar a mão esquerda e...
- Não vai dar certo - respondeu o amigo.
- Por que não?
- Porque, se eu levantar a mão esquerda, como é que eu
vou escrever? Eu sou canhoto!
- Bom, então levante a direita, que dá no mesmo.
- E como é que eu sei qual é a direita?
- É fácil. Eu, por exemplo, sei que a minha mão esquerda
é esta, que está do lado da pintinha que eu tenho na cara.
- Mas eu não tenho nenhuma pintinha na cara - discordou
o Adriano.
Ricardinho chegou a sugerir que o Adriano pintasse uma
pinta na cara com a caneta, mas Adriano acabou achando mais
fácil saber que a sua mão esquerda era aquela com que ele
escrevia e desenhava e a direita era...bom, era a outra!

(Conto de Pedro Bandeira)
(Imagem da internet)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

*SÓCRATES, FILHO DE UMA PARTEIRA*


Filho de uma parteira e de um escultor, Sócrates nasceu
em Atenas por volta de 469 a.C. Estudou a arte do pai e
trabalhou como escultor por algum tempo. Adquiriu a
cultura tradicional dos jovens atenienses, aprendendo
música, ginástica e gramática. Prestou serviço militar e
lutou nas guerras contra Esparta (432 a.C.). Durante o
apogeu de Atenas, onde se instalou a primeira democracia
de que se tem notícia, conviveu com intelectuais, artistas,
aristocratas e políticos importantes.
Convenceu-se de sua missão de mestre por volta dos 38 anos,
depois que seu amigo Querofonte, em visita ao templo de
Apolo, em Delfos, ouviu do oráculo que Sócrates era "o
mais sábio dos homens".
Deduzindo que sua sabedoria só podia ser resultado da
percepção da própria ignorância, passou a dialogar com as
pessoas que se dispusessem a procurar a verdade e o bem.
Em meio ao desmoronamento do império ateniense e à guerra
civil interna, quando já era septuagenário, Sócrates foi
acusado de desrespeitar os deuses do Estado e de corromper
os jovens. Julgado e condenado à morte por envenenamento,
ele se recusou a fugir ou a renegar suas convicções para
salvar a vida. Ingeriu cicuta e morreu rodeado por seus
amigos, em 399 a. C.
(Revista ESCOLA)