domingo, 30 de novembro de 2008

#QUERO SER BONDOSA#


Ao entardecer do dia 15 de julho, na chácara
refleti: às vezes complicamos as coisas
simples. Também em lugar de rosas colhemos
espinhos. Se em lugar de sorrir, choramos,
em lugar de dar carinho, castigamos.
Porque fazemos só o contrário!
Quero aquecer a todos com a chama da
amizade, do contentamento, e não quero
ninguém se sentindo rejeitado, discriminado,
abandonado, vazio como um botijão
despedido.

As vezes me sinto um pouco perturbada com
este mundo, e, meia tonta; daí eu questiono:
"sou eu quem vai pela estrada, ou é a
paisagem da vida em disparada que passa por
mim"!
Quero ser tão bondosa e alegre, que todos
quantos se aproximarem de mim, se sintam
em harmonia.
"O sorriso não custa nada e rende muito.
Enriquece quem o recebe, sem empobrecer
quem o dá".

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***

sábado, 29 de novembro de 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

#CONSIGO#


Recados e Imagens - Anime - Orkut




Sempre no meu dia-a-dia dedico meus afazeres
com amor, carinho, dedicação, paciência e
perseverança.
E consigo realizar muito.
Tudo deve ser compartilhado, alegrias e
dificuldades, trabalho e experiências, para
que ninguém se sinta se-pa-ra-do dos outros.
"O fraco é aquele que permite que seus
pensamentos controlam suas ações, o forte é
aquele que suas ações controlam seus
pensamentos".

Sou feliz, tenho a graça de Deus.
Consigo ser: dedicada, interessada, criativa,
compreensiva, esperançosa, responsável,
amiga esforçada, preocupada, afetiva,
atualizada, alegre, calma, justa, controlada,
modesta, incentivadora, organizada, atenciosa
e carinhosa.
Tudo se torna sagrado, quando somos capazes
de realizar aquilo que para os outros constitui
simples aspiração; que cumpre sempre o seu
dever; que tem iniciativa; que não espera as
ocasiões, mas que as cria.

***MINHA HISTÓRA: Ana Maria Gonçalves***

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

#A FESTA DE RAUL#


Raul festejava seus 30 anos e havia viajado
com um grupo de amigos para um sítio onde
teria uma festa que iria durar a noite
toda. A princípio havia sentido um estranho
perfume sensual, quase embriagador...uma
fragrância que me atraia e me enganava,
algo mais ou menos assim.

Ao caminhar entre um reduzido grupo de
pessoas que conversavam junto a uma mesa,
esse perfume se destacou, era ela, essa
mulher, tão perto de mim, que exalava essa
fragrância que inconscientemente buscava
desde que cheguei à festa. Aproximei-me
de um amigo que me ofereceu um copo de
vinho só para me sentar perto dessa
mulher e fiz tudo que pude para chamar
sua atenção.

"Revista AFRODISÍACOS"

terça-feira, 25 de novembro de 2008

#MINHA IRMÃ E O CASAMENTO#


Dormi muito, mas entre sono e sonho, atitudes
confusas na mente sonhadora. Sonhei que era
uma festa de casamento. E quem ía casar era o
meu sobrinho Túlio. Eu loucamente procurando
uma roupa para vestir, e depois do casamento,
eu teria que ir dormir como uma paciente no
hospital. Procurava essa veste e não encontrava.
Muitas pessoas movimentavam a casa da
festividade. Uns bebiam, outros dançavam, e ao
redor da churrasqueira ficavam aqueles que
gostavam de papear.

Eu sempre confusa, não encontrava o que vestir
para sair. O enfermo me esperava. Já passadas
umas cinco horas de festa, eu encostada numa
parede, nisso, eis quem surgiu, minha irmã
Odete. Chegou e encostou ao meu lado, cruzou
os braços e disse: estou feliz do meu filho
casar. Só que estou muito preocupada com ele.

A festa rolava, mas não vi casamento
concretizado.
Ela continuou a conversa, falando sobre o
filho. E eu ouvindo e pensando:
Mas a Odete já morreu há três meses!
Quando virei para perguntar o porque da
preocupação, acordei.

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

#PODER DE ATRAÇÃO#


Quando a música parou, me reuni com meu
amigo Carlos e perguntei quem era aquela
pessoa que tanto estava me perturbando,
ele surpreso respondeu. Você também! Não
sei o que tem essa mulher mas todos os
homens ficam doidos por ela. Cuidado
Raul.
Um pouco chateado com suas palavras,
agradeci seus conselhos, e achei que era
dor de cotovelo, segui pensando. Será
possível que um perfume me transforme
dessa maneira, com tantas mulheres
bonitas porque logo ela!!! Não sei
nada dessa mulher, fisicamente é como
qualquer outra, sinto uma atração
impossível de explicar e muito menos
de controlar. Recordei que já haviam
me falado de um perfume que tinha o
poder de seduzir.
"Mariana VICTORINO"

domingo, 23 de novembro de 2008

#BASTA CONVERSAR COMIGO#


Continuando com o curso em 1987, muito
trabalho, mas sei que o futuro se constrói
com o amor do presente. O amanhã se edifica
com a responsabilidade de nossa tarefa bem
desempenhada. Continuei com as aulas de
catequese. Procuro aproveitar o meu tempo.
Sou professora, catequista, mãe, esposa,
avó e dona de casa. Dedico o meu trabalho
com carinho, sempre dando bom exemplo aos
que me cercam.
Gosto de ler e escrever.
Quer conhecer meu temperamento!!!
Basta conversar comigo alguns minutos, vai
descobrir que sou humana, justa e sincera.
"Se uma criança fez sorrir o mundo, nós
sendo bilhões, que podemos fazer!!!
Pense. Medite... Decida-se".

"A vida verdadeira brota, cresce, supera
dificuldades, resiste às tempestades"...

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***

sábado, 22 de novembro de 2008

# INFÂNCIA#


Recados e Imagens - Anime - Orkut




Meu pai montava a cavalo, ía para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo. Meu
irmão pequeno dormia. Eu sozinho menino
entre mangueiras lia a história de
Robinson Crusoé. Comprida história que
não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que
aprendeu a ninar nos longes da senzala
- e nunca se esqueceu, chamava para o
café. Café preto que nem a preta velha,
café gostoso, café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo olhando
para mim:
- Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava no mato sem fim
da fazenda.
E eu não sabia que minha história era
mais bonita que a de Robinson Crusoé.

"Carlos Drummond de Andrade"

terça-feira, 18 de novembro de 2008

#NUNCA ESTAMOS SÓS#


Em abril de 1988, eu e Beto, participamos
de um encontro de casais, onde descobrimos
que nem sempre estamos sós; o Cristo nos
acompanha; crescemos muito. Como é bom
saber que nunca estamos sozinhos, sempre
existe uma mão amiga estendida para nós,
obrigada Senhor! Por nos dar essa
oportunidade de Te encontrar.
Agradecemos aos casais, principalmente
aquele que nos convidou, dona Maria Lúcia
e senhor Sérgio Seixas. Também o casal
que trabalhou externamente olhando nossos
filhos, dona Marlene e senhor Carlos.

"Não sejamos como o jornal de ontem:
inútil, só para embalagens; que nossos
lares sejam como a imprensa, levem a todos
notícias de paz e de amor a toda a cidade".
"Que as gotinhas de amor e de paz unidas
formem um grande rio de alegria a correr
pelo mundo".

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

#O MENINO DO JORNAL#


Um menino, que vendia jornais, certo dia
conseguiu vender todos os jornais que
seu padrasto havia mandado.
Era um dia de inverno e ele viu uma
menina na rua que chorava e ele foi
perguntar o que estava acontecendo, a
menina disse que ela vendia jornais mas
todos voaram no vento, e se ela chegasse
em casa sem dinheiro e sem jornais,
seria expulsa de casa.

O menino ficou triste com a estória da
menina, que pegou o dinheiro que ele
tinha juntado vendendo jornais e deu à
menina.
Chegando em casa o padrasto perguntou
onde estava o dinheiro, ele disse que os
jornais voaram, e que ele não conseguiu
vender nenhum, por causa disso, o
padrasto na mesma hora o expulsou de casa.

No outro dia os garis o encontraram morto
de frio em um canto.
O menino foi tão solidário que morreu para
ajudar o próximo, este fato realmente
aconteceu na Inglaterra.

"Desconheço o autor"

domingo, 16 de novembro de 2008

# CONTOS #


Recados e Imagens - Fadas - Orkut




Um dia eu deixei de acreditar nos
contos de fada que um dia ouvi.
Já não podia nem imaginar que havia
um príncipe pra me acordar.
Mas você se aproximou de mim
tudo mudou ao mesmo tempo...
As flores nasceram no jardim, e
mudou até a direção do vento.

E tudo começou ser tão diferente, não
havia mais nenhuma estação... Não
havia nem o nunca, nem o sempre,
nem inverno, nem verão... Sim,
nós tínhamos sonhos iguais... E o tempo
transformou-se em eternidade, e as
fantasias tornaram-se reais...
E descobri que os contos eram de verdade.

"Karina Perussi"

"Quanto mais me despedaço. mais fico
inteira e serena".
"Liberdade é uma palavra que o sonho
humano alimenta, não há ninguém que
explique, e ninguém que não entenda".

"Cecília Meireles"

sábado, 15 de novembro de 2008

#OVIRANDÔ...#


(VAMOS ABRIR AS JANELAS):
... é preciso muita calma. Vamos abrir a
janela, bem devagar...primeiro a gente ergue
a vidraça (humm! o perfume invade todo o
quarto)...depois se destranca a veneziana...
de-va-gar, bem de-va-ga-ri-nho...abra primeiro
uma banda, depois a outra...a vista arde com
a forte luz do sol...len-ta-men-te se vai
distinguindo as imagens multicoloridas...
gente, chegou a Primavera! É flor que não
acaba mais. Pássaros de mil cores, formas e
cantos. Borboletas, joaninhas, pirilampos,
abelhas.

("Oh, abelha rainha, faz de mim um instrumento
do teu prazer...").
E sabe porque ela chegou!!! Para coroar
setembro, o mês da Pátria. Coroar outubro, e
porque não novembro! Ela enfeita de flores.
Afinal é o mês de novos tempos, da esperança
verde e amarela, puxando todo o arco-íris.

E a gente canta o mais belo hino do mundo.
("Ovirandô Ipirangas margens pláaacidas...").
Não importa que a maioria desconheça a letra
verdadeira e o seu sentido. Mais vale a
paixão. O resto é lucro. E o nosso hino soa
sotaque bem caipira. É aí que você esquece o
asfalto todo que o cerca, essa fumaça toda
no ar, a cidade cinzenta. E o Brasil inteiro
vira um grande sertão. Afinal, chegou a
Primavera...que tal a gente abrir a janela
(antes que seja tarde!!!)...

"Oswaldo Faustino"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

#SONHOS E OBSTÁCULOS#


Imagens, Mensagens, Frases e Vídeos - Paisagens - Orkut




Domingo do dia 9 de novembro de 2008; dia
maravilhoso, até sonhar.
Saí para dançar e encontrar com meu amor.
Namoramos e dançamos bastante. As vinte
e três horas cheguei em casa e me
preparei para dormir. Muito sonolenta e o
corpo pedindo repouso, adormeci.

Sonhei que eu e a amiga Raimundinha
estávamos andando numa rua a procura de um
determinado hospital. Não sei para quem
era a visita. As ruas pareciam labirintos.
Para chegar lá, teria que atravessar uma
barreira que era: seguir ao lado de um
muro amplo, e num determinado lugar havia
um obstáculo: entre o muro e um grande
buraco, só havia meio metro de estrada. A
amiga atravessou.

Nesse mesmo obstáculo, uma grande árvore
do outro lado do muro, bem coladinha.
Pensei, matutei, e nada de coragem de
atravessar. Surgiu idéia, subir na árvore,
passando de galho em galho até vencer a
distância do grande buraco ao lado
do muro.

Assim fiz. Consegui ultrapassar a barreira
e desci da árvore e do muro. Fomos ao
hospital. Muita tristeza; quartos
bagunçados, lotação de pacientes, lixos
tomando conta das portas; até fralda de
cocô de crianças e de idosos estavam
soltas naquele espaço.

No final da história, não conseguimos
visitar ninguém, nem sei quem eu ía
visitar. Acabei pisando nas fezes soltas.

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

# COM MUITA GARRA #


Assim pensando mais, fiz minha matrícula
no Educandário Alfredo Nasser, cursando
quarto Ano Pedagógico. "Não medimos a
juventude de uma pessoa pelo seu físico,
mas pelo seu espírito. A juventude de
uma pessoa está mais no seu interior, do
que no rosto".

Estudando e trabalhando com muita garra,
mas um pouco triste, porque meu esposo
ficou desempregado; mas com muita fé que
logo consiga um trabalho.

Minha filha Denise cursando a terceira
série, meu filho Lindomar a oitava série,
e meu filho Wagner que é o mais velho,
cursando o segundo grau e trabalhando
com muito sucesso.
"Senhor, por sermos fracos como as
vidraças das janelas, cuidai de todos nós".

Mesmo com dificuldades a gente ía na chácara
bastante distante. A conquista da verdadeira
glória é cheia de tropeços, de rosas, de
caminhos retos e em curvas. Encontramos
obstáculos e labirintos.

Lembro-me bem que no início não tínhamos
nada. Hoje, com a ajuda de Deus, conseguimos
ter o pouco que temos.

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

# ANO DE 1987 #


O que é que eu tenho para contar!
O dia está lindo!
Estamos no verão. Não gosto dessa mudança
de horário. Hoje amanheceu frio; não fui
ao colégio, porque estou de recesso.
A pessoa otimista tem:
bondade no olhar, amor no coração,
silêncio nas palavras, sorriso nos lábios,
felicidade no viver e muita confiança em
Deus.

Estou tentando ser dedicada, me preparando
para iniciar o ano letivo. Participei de
um curso "Monhangara" no Colégio Estadual
Vila Brasília; gostei imensamente, fiz
novas amizades, e aprendi muito, foi uma
troca de experiência.

Prometi a mim mesma, ser forte de maneira
que nada possa perturbar a paz de espírito.
E que o Senhor Jesus, faça do meu lar um
lugar de muito amor. Que não haja aflição
e nem egoísmo. Que saibamos caminhar em
nossa vida de cada dia. Que em cada
manhã nasça mais um dia de doação e
sacrifício. E que nos ajuda a educar nossos
filhos, orientá-los nos seus caminhos.

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***

terça-feira, 11 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

# OBRIGADA POR VISITAR-ME#


Recados e Imagens - Obrigado - Orkut



# RETROSPECTIVA #


Em 1986, eu e Beto trabalhando, muita luta,
os filhos crescendo e estudando, mudança
do Cruzeiro para Cruzado.
Em 1987, fui no mutirama com meus alunos,
e havia felicidade na minha família,
apesar da bebida alcoólica perturbar.

Nesse mesmo ano, escrevi tudo que pensei
e tudo o que sentí. Ou seja, fiz um
retrospecto do ano que passou; o que
passei de bom ou de ruim. Mas a gente
nunca escreve tudo o que pensa, tudo o
que sente. Porque será que somos sinceros
pensando!

Precisamos ter um diário para os momentos
em que não temos com quem conversar.
Minhas colegas de trabalho sempre ficaram
admiradas, porque consigo fazer tempo
para ler, escrever, trabalhar e divertir.

Até com o diário tenho a impressão de que
estou menos só; aproveito para fazer
reflexão.

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***

domingo, 9 de novembro de 2008

# VINDA PARA GOIÂNIA #


Fiquei seis meses de licença-prêmio, mas
com vaga segura no Colégio Estadual
"Rogério Bonifácio" para onde fui removida.
Trabalhei lá um ano, mas ficava distante da
minha casa.

Já estava acostumando em Goiânia e gostando.
Eu gostava bastante das colegas de trabalho.
A diretora que muito me ajudou; os meus
alunos que fiz amizade; todos do colégio,
os meus agradecimentos.

Em Goiânia fomos bem recebidos. Parentes e
amigos nos acolheu e alojou nas suas casas,
o nosso Deus lhes pague.

Em 1986, consegui remoção para perto de
casa, para o Colégio Estadual "José Alves
de Assis". Tive apoio da diretora Elza
Peixoto e da coordenadora Maria Gomes,
ambas acreditaram em mim, lecionei em
1986, 1987 e 1988. Depois fui promovida
para outro cargo.

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***

sábado, 8 de novembro de 2008

# NÃO CHOVE #


Recados e Imagens - Paisagens - Orkut




Não chove. Nem nuvem de esperança há nesse
céu azul e indiferente, dominado pela rubra
circunferência do sol.
Não chove! E a gente, o que faz! Resmunga.
Sua. Bebe refrigerantes. Lastima a sorte das
roças e abandona a gravata.

Nas aldeias goianas, no entanto, o povo luta
contra a seca que já se prolonga demais,
ameaçando engolir outubro inteiro. Luta,
rezando. Luta, penitenciando-se. Luta,
realizando tradicionais sacrifícios, sob
ritos de superstição e piedade.

Ao meio-dia, faz-se a procissão. Muitas
mulheres, alguns velhos, meninos. Com as
suas vasilhas e a sua fé se dirigem ao rio
ou à aguada da vila.

Cheios os baldes, potes e garrafas volta o
cortejo, rezando rezas milagrosas e cantando
loas súplices a Maria Madalena. Rezas e
cânticos tirados, quase sempre, por negra
de muitos anos, de voz rouquenha e
lastimosa. A turba, com respeito, entoa os
estribilhos e às vezes protesta quando o
canto sai desentoado: - "tira outra vez!"...

A procissão já atravessou a rua encalmada,
no silêncio dos homens que trabalham e dos
vagabundos que, na venda, conversavam, e,
agora, se aproxima do cruzeiro, em frente
à igreja. Soa o sino sons tristes sobre
o sertão em expectativa...

Uma por uma, todas as vasilhas se despejam
ao pé da cruz. A água do sacrifício penetra
a terra sedenta e a alma daquela gente boa
e humilde sonha com a chuva descendo do
céu, dias e dias, para molhar os campos,
dar de beber ao gado, correr pelo chão num
desperdício de enxurradas e poças. Enquanto
sonham, com aguaceiro e lufadas, o suor lhes
cai dos rostos e é prece também.

Dizem ainda derradeiro Padre-Nosso e a voz
que tirava rezas e cantos encerra a cerimônia:
- "agora cada um oferece pras almas do
Purgatório"...
Na cidade grande, sofrendo diariamente a
provação da canícula, eu ouço a voz
angustiante dos que, nos povoados longínquos,
molham o cruzeiro para que Deus nos mande
chuva. Seus cantos, que eu não sei de onde
viera, ressoam em minha alma, com acentos
estranhos:

O tempo estropiou. por certo, a letra desses
benditos. Mas todos eles ainda falam,
mansamente, de coisas que não são apenas
poesia. Falam em chuva, falam do pão que
consola. Falam em misericórdia também.

"Do Livro de Ana, de Ursulino Leão,
p. 104 e 105"

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

# VIANÓPOLIS HOSPITALEIRA#


Também não posso esquecer a querida Vianópolis,
cidade hospitaleira, minha grande mão amiga
que em mim confiou e acreditou, "Dona Lucila
Borges". Também as colegas de trabalho e
luta, nunca desprezarei.

Ao Colégio "Armindo Gomes" onde encerrei o
curso de Magistério, todos os professores,
e colegas, um muito obrigada!

Nunca esquecerei de todos aqueles que nos
ajudaram, a prefeitura com todos aqueles
que lá trabalhavam . Enfim, todos os
vianopolinos e passaquatrenses, sempre
lembrarei de vocês.

Vindo do interior para a capital em 1985,
encontrei muitas barreiras, o Beto sempre
bebendo; foi difícil a adaptação com a
cidade grande.
Mas sempre temos a luz de Cristo;
conseguimos muito rápido dar uma volta
por cima.

***MINHA HISTÓRIA, Ana Maria Gonçalves,***

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

#RECORDAR MINHA TERRA NATAL#


Sempre distanciando da minha terra natal,
São Miguel. Mas com muita dor no coração;
foi lá que nasci, lá que comecei a
balbuciar as primeiras palavras, lá que
aprendí o muito que sei hoje; lá que está
sepultado os meus entes queridos; nunca
poderei esquecer os meus professores, os
meus colegas de carteira escolar, os
colegas de trabalho, os amigos de todos
os momentos.

A praça em que via meu pai Sebastião
lutando pela sobrevivência das árvores, e
passando carreira nos moleques vândalos
que destruíam os galhos das árvores.

Foi assim que aprendi desde cedo a amar a
natureza. Nunca me esquecerei, as festas
tradicionais de maio e setembro; com
barracas, vai-vém, correios elegantes, a
banda de música na madrugada, as procissões,
levantamento de mastros, a queima das
fogueiras, os fogos de artifícios que meu
avô Joaquim Fernandes sempre se
assustava , e não gostava.

Também não posso esquecer dos leilões que
meu avô arrematava todas as canas e oferecia
a todos os meninos que grudavam, mais ou
menos uns dez. Depois saíam em disparada
puxando de um lado e outro até desaparecerem
de vista.

***MINHA HISTÓRIA, Ana Maria Gonçalves***

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

¨# BEIRA DE ESTRADA#


São tristes, os silenciosos cemitérios que se
levantam à beira dos caminhos, nos sertões
goianos. A gente vai viajando e ao perfazer
uma curva, dá com o descampado onde se ergue
o punhado de cruzes. Cruzes toscas, lavradas
a facão. Ora grandes. Ora pequenas.

Os braços, nus. Sem qualquer nome, sem nenhuma
data. Sem aquelas frases sentimentais dos
cemitérios - o sertanejo, se escreve, não tem
tempo para tais requintes... E se enfileiram,
sem ordem, seguindo as conveniências dos que
trouxeram o morto. Ao centro, as tumbas e
cruzes, o cruzeiro enorme, talhado com mais
capricho, em cujo pé as mulheres rezam.
Pedindo chuvas.

Entre as sepulturas, rasas, desamparadas,
engulidas pelo mato, as flores sertanejas se
abrem ao sol. São flores singelas. Cravos de
defunto. Jacintos. Viçosas, graças à
fertilidade do solo, lembram ao viajante um
pensamento de carinho pelos que ali descansam.

Ali descansam os homens que cultivaram a terra.
Que passaram a vida miseravelmente, sujeitos
a trabalhar apenas para comer. Explorados
todo dia. São as suas mulheres que ali descansam
também. Morreram de parto, de apendicite, de
cólicas. Porque, no campo, não há postos de
saúde; nem assistência médica, de quando em
quando, pelo menos. Estão, naqueles túmulos
menores os seus filhos. Não resistiram, por
falta de remédios, às desinterias, ao sarampo,
à coqueluche, às diarréias.

Aquelas cruzes, indicam vidas que se
extinguiram prematuramente.
Qualquer cemitério é triste. Mas nos cemitérios
das cidades a tristeza é relativa. O nosso
parente, que lá está, morreu depois de
receber os cuidados de excelentes médicos.
Depois de ser operado. Depois de confessar
e comungar.

Na zona rural, a ausência de tudo isso,
entristece profundamente os cemitérios.
Vê-los, causa dó. Revolta.
Descaso do Estado, dos Legisladores.

"Do livro de ANA, de Ursulino Leão,
(o POPULAR). P. 60"

terça-feira, 4 de novembro de 2008

SOU GOIANA


Sou goiana.
Nasci em uma fazenda no interior de São
Miguel do Passa Quatro. Lá me casei.
Fui professora municipal na zona rural,
depois estadual, hoje aposentada.
Gosto de flores, crianças e de músicas.

Como é gostoso escrever minhas poesias,
contos e textos. Por mais que não tenho
tempo, isso tudo me atrai. Faço tempo
para tudo.
Vejo a vida através dos óculos, pois me dói
nas vistas a claridade deserta. As vezes
fico triste, mas não choro, sorrir é melhor.

Tenho carinho pelas aves e amo demais os
meus filhos. Acho interessante a vida no
campo.
Sou religiosa e acredito nas minhas intuições.
Não sou contra quem não é religioso.

Sou sensível, mas sei lidar com a sensibilidade.
Hoje, desquitada, moro sozinha. Gosto da
minha casa, de conversar com meus amigos e
trocar idéias.
Gosto de ler jornais.
Penso no passado sem mágoas, e vejo o futuro
com preocupação.
O mundo mudou demais.

***Minha História, Ana Maria Gonçalves***

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

SOMOS HUMANOS


Recados e Imagens - Crianças - Orkut




SOMOS HUMANOS, NÃO ADULTOS,
MAS AINDA CRIANÇAS:
SOMOS: Flávio, Júlia e Clóvis. Dizem que
somos adultos em miniatura e que
diferenciamos no tamanho.
A personalidade do adulto é mais acima do
que a nossa. Nosso desenvolvimento é lento,
com o passar dos anos, vai aparecendo a
maturidade.

Infelizmente existe adulto que tem
personalidade muito fraca; quer fazer das
crianças, isto é, quer o impossível de nós,
não imaginando os limites.

Nesse mundo avançado, queremos de vocês pais
muito amor, dê tempo para nós, porque somos
inteligentes, capazes de ver e descobrir
muita coisa. Mas para que tudo isso aconteça
não ocultes nem uma resposta que possa
satisfazermos as nossas perguntas. Somos
cheios de porquês, imaginamos e sonhamos.

Nós os três irmãozinhos, gostaríamos de
saber: por que o senhor papai, passa mais
tempo fora de casa, do que junto
da nossa família!!!

***Ana Maria Gonçalves***

domingo, 2 de novembro de 2008

TRAIÇÃO


Recados e Imagens - Anime - Orkut




Em 1982, meu esposo trabalhando na prefeitura;
estávamos passando um pouco de dificuldades.
Ele entrou no mundo do alcoolismo, não tinha
hora de chegar em casa. Começou a ter um caso
com uma beata lá da cidade.

Tínhamos três frutarias, trabalhávamos a
semana toda; e no sábado bem madrugadinha,
saíamos para Goiânia, num fusca velho, em
busca de verduras para serem vendidas em
Vianópolis.

Quantas vezes parávamos pelo caminho e
namorávamos ali mesmo.

Já cansados, com pouco rendimento financeiro,
resolvemos mudar para Goiânia. Isso foi em
1985, e vivíamos de aluguel. Até que um
dia vendemos a casa onde morávamos, e
compramos um apartamento no Barão da Torre.

***MINHA HISTÓRIA, Ana Maria Gonçalves***

sábado, 1 de novembro de 2008

SUSTO E CONQUISTAS


Recados e Imagens - Paisagens - Orkut




Em 1979 o meu filho o Lindomar teve uma
pequena queimadura, que preocupou-me bastante.

Em dezembro passamos o Natal em Goiânia, na
casa dos meus pais. Sempre que meus filhos
faziam aniversário, eu não deixava de fazer
um pequeno bolo e cantar parabéns.

Em 1982, eu e o Beto participamos de cursos
de casais.

Nesse mesmo ano conseguimos trocar o carro por
uma pequena chácara. Em seguida compramos
parte de alguns herdeiros, aumentando o
tamanho da mesma.

Quando queríamos ir lá, era de carroça do Sr.
Sérgio.
Existia paz e harmonia na minha família.

***MINHA HISTÓRIA, Ana Maria Gonçalves,
mudei nome de personagem***.