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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

# VIANÓPOLIS HOSPITALEIRA#


Também não posso esquecer a querida Vianópolis,
cidade hospitaleira, minha grande mão amiga
que em mim confiou e acreditou, "Dona Lucila
Borges". Também as colegas de trabalho e
luta, nunca desprezarei.

Ao Colégio "Armindo Gomes" onde encerrei o
curso de Magistério, todos os professores,
e colegas, um muito obrigada!

Nunca esquecerei de todos aqueles que nos
ajudaram, a prefeitura com todos aqueles
que lá trabalhavam . Enfim, todos os
vianopolinos e passaquatrenses, sempre
lembrarei de vocês.

Vindo do interior para a capital em 1985,
encontrei muitas barreiras, o Beto sempre
bebendo; foi difícil a adaptação com a
cidade grande.
Mas sempre temos a luz de Cristo;
conseguimos muito rápido dar uma volta
por cima.

***MINHA HISTÓRIA, Ana Maria Gonçalves,***

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

#RECORDAR MINHA TERRA NATAL#


Sempre distanciando da minha terra natal,
São Miguel. Mas com muita dor no coração;
foi lá que nasci, lá que comecei a
balbuciar as primeiras palavras, lá que
aprendí o muito que sei hoje; lá que está
sepultado os meus entes queridos; nunca
poderei esquecer os meus professores, os
meus colegas de carteira escolar, os
colegas de trabalho, os amigos de todos
os momentos.

A praça em que via meu pai Sebastião
lutando pela sobrevivência das árvores, e
passando carreira nos moleques vândalos
que destruíam os galhos das árvores.

Foi assim que aprendi desde cedo a amar a
natureza. Nunca me esquecerei, as festas
tradicionais de maio e setembro; com
barracas, vai-vém, correios elegantes, a
banda de música na madrugada, as procissões,
levantamento de mastros, a queima das
fogueiras, os fogos de artifícios que meu
avô Joaquim Fernandes sempre se
assustava , e não gostava.

Também não posso esquecer dos leilões que
meu avô arrematava todas as canas e oferecia
a todos os meninos que grudavam, mais ou
menos uns dez. Depois saíam em disparada
puxando de um lado e outro até desaparecerem
de vista.

***MINHA HISTÓRIA, Ana Maria Gonçalves***

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

¨# BEIRA DE ESTRADA#


São tristes, os silenciosos cemitérios que se
levantam à beira dos caminhos, nos sertões
goianos. A gente vai viajando e ao perfazer
uma curva, dá com o descampado onde se ergue
o punhado de cruzes. Cruzes toscas, lavradas
a facão. Ora grandes. Ora pequenas.

Os braços, nus. Sem qualquer nome, sem nenhuma
data. Sem aquelas frases sentimentais dos
cemitérios - o sertanejo, se escreve, não tem
tempo para tais requintes... E se enfileiram,
sem ordem, seguindo as conveniências dos que
trouxeram o morto. Ao centro, as tumbas e
cruzes, o cruzeiro enorme, talhado com mais
capricho, em cujo pé as mulheres rezam.
Pedindo chuvas.

Entre as sepulturas, rasas, desamparadas,
engulidas pelo mato, as flores sertanejas se
abrem ao sol. São flores singelas. Cravos de
defunto. Jacintos. Viçosas, graças à
fertilidade do solo, lembram ao viajante um
pensamento de carinho pelos que ali descansam.

Ali descansam os homens que cultivaram a terra.
Que passaram a vida miseravelmente, sujeitos
a trabalhar apenas para comer. Explorados
todo dia. São as suas mulheres que ali descansam
também. Morreram de parto, de apendicite, de
cólicas. Porque, no campo, não há postos de
saúde; nem assistência médica, de quando em
quando, pelo menos. Estão, naqueles túmulos
menores os seus filhos. Não resistiram, por
falta de remédios, às desinterias, ao sarampo,
à coqueluche, às diarréias.

Aquelas cruzes, indicam vidas que se
extinguiram prematuramente.
Qualquer cemitério é triste. Mas nos cemitérios
das cidades a tristeza é relativa. O nosso
parente, que lá está, morreu depois de
receber os cuidados de excelentes médicos.
Depois de ser operado. Depois de confessar
e comungar.

Na zona rural, a ausência de tudo isso,
entristece profundamente os cemitérios.
Vê-los, causa dó. Revolta.
Descaso do Estado, dos Legisladores.

"Do livro de ANA, de Ursulino Leão,
(o POPULAR). P. 60"

terça-feira, 4 de novembro de 2008

SOU GOIANA


Sou goiana.
Nasci em uma fazenda no interior de São
Miguel do Passa Quatro. Lá me casei.
Fui professora municipal na zona rural,
depois estadual, hoje aposentada.
Gosto de flores, crianças e de músicas.

Como é gostoso escrever minhas poesias,
contos e textos. Por mais que não tenho
tempo, isso tudo me atrai. Faço tempo
para tudo.
Vejo a vida através dos óculos, pois me dói
nas vistas a claridade deserta. As vezes
fico triste, mas não choro, sorrir é melhor.

Tenho carinho pelas aves e amo demais os
meus filhos. Acho interessante a vida no
campo.
Sou religiosa e acredito nas minhas intuições.
Não sou contra quem não é religioso.

Sou sensível, mas sei lidar com a sensibilidade.
Hoje, desquitada, moro sozinha. Gosto da
minha casa, de conversar com meus amigos e
trocar idéias.
Gosto de ler jornais.
Penso no passado sem mágoas, e vejo o futuro
com preocupação.
O mundo mudou demais.

***Minha História, Ana Maria Gonçalves***

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

SOMOS HUMANOS


Recados e Imagens - Crianças - Orkut




SOMOS HUMANOS, NÃO ADULTOS,
MAS AINDA CRIANÇAS:
SOMOS: Flávio, Júlia e Clóvis. Dizem que
somos adultos em miniatura e que
diferenciamos no tamanho.
A personalidade do adulto é mais acima do
que a nossa. Nosso desenvolvimento é lento,
com o passar dos anos, vai aparecendo a
maturidade.

Infelizmente existe adulto que tem
personalidade muito fraca; quer fazer das
crianças, isto é, quer o impossível de nós,
não imaginando os limites.

Nesse mundo avançado, queremos de vocês pais
muito amor, dê tempo para nós, porque somos
inteligentes, capazes de ver e descobrir
muita coisa. Mas para que tudo isso aconteça
não ocultes nem uma resposta que possa
satisfazermos as nossas perguntas. Somos
cheios de porquês, imaginamos e sonhamos.

Nós os três irmãozinhos, gostaríamos de
saber: por que o senhor papai, passa mais
tempo fora de casa, do que junto
da nossa família!!!

***Ana Maria Gonçalves***

domingo, 2 de novembro de 2008

TRAIÇÃO


Recados e Imagens - Anime - Orkut




Em 1982, meu esposo trabalhando na prefeitura;
estávamos passando um pouco de dificuldades.
Ele entrou no mundo do alcoolismo, não tinha
hora de chegar em casa. Começou a ter um caso
com uma beata lá da cidade.

Tínhamos três frutarias, trabalhávamos a
semana toda; e no sábado bem madrugadinha,
saíamos para Goiânia, num fusca velho, em
busca de verduras para serem vendidas em
Vianópolis.

Quantas vezes parávamos pelo caminho e
namorávamos ali mesmo.

Já cansados, com pouco rendimento financeiro,
resolvemos mudar para Goiânia. Isso foi em
1985, e vivíamos de aluguel. Até que um
dia vendemos a casa onde morávamos, e
compramos um apartamento no Barão da Torre.

***MINHA HISTÓRIA, Ana Maria Gonçalves***

sábado, 1 de novembro de 2008

SUSTO E CONQUISTAS


Recados e Imagens - Paisagens - Orkut




Em 1979 o meu filho o Lindomar teve uma
pequena queimadura, que preocupou-me bastante.

Em dezembro passamos o Natal em Goiânia, na
casa dos meus pais. Sempre que meus filhos
faziam aniversário, eu não deixava de fazer
um pequeno bolo e cantar parabéns.

Em 1982, eu e o Beto participamos de cursos
de casais.

Nesse mesmo ano conseguimos trocar o carro por
uma pequena chácara. Em seguida compramos
parte de alguns herdeiros, aumentando o
tamanho da mesma.

Quando queríamos ir lá, era de carroça do Sr.
Sérgio.
Existia paz e harmonia na minha família.

***MINHA HISTÓRIA, Ana Maria Gonçalves,
mudei nome de personagem***.