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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

CASAS PRECÁRIAS


34,5% DOS BRASILEIROS VIVEM EM CASAS PRECÁRIAS:

Em Goiânia, Goiás, há 22 anos, a auxiliar de cozinha
Cecília Nascimento faz parte de um grupo formado por
34,5% da população brasileira que mora em condições
precárias. O dado foi extraído da pesquisa de 2007
do IBGE e divulgado pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea).

Desempregada há um mês, Cecília, de 46 anos, mora em
um barracão de quatro cômodos, com o filho Fabiano,
de 25, que é catador de papel. O imóvel tem um
quarto - que mãe e filho dividem -, sala, cozinha
e banheiro. A cobertura é de telha de amianto,
antiga e danificada. O barracão foi construído em
área invadida há três décadas na divisa do Parque
Amazônia com o Setor Pedro Ludovico.

A L U G U E L:

O número de moradores de áreas urbanas do País que
gastam mais de 30% de sua renda com o pagamento de
aluguel alcança 5,4milhões, o que equivale a 3,4%
da população das cidades.

A divulgação teve como temas Saneamento Básico e
Habitação. Sobre o Saneamento básico, o Ipea
destacou que o Brasil já conseguiu alcançar em
2007 a meta do milênio relativamente ao acesso
à água potável nas áreas urbanas, prevista
para 2015.

Outro ponto positivo foi que em 2007 houve um
aumento de 3 pontos porcentuais na proporção
da população urbana com acesso à rede
coletora de esgoto em relação ao ano anterior.
(COM AE)

"Jornal DAQUI"

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

PROFESSORA E PAIXÕES


Imagens, Mensagens, Frases e Vídeos - Anime - Orkut




Um moço vindo de Anápolis, seu nome Beto, viu
que eu tinha acabado o noivado, aproximou-se
de mim. Começamos a namorar.
Transferí todo amor a ele. Foi um ano de
namoro, noivado e casamento. Era minha cara
metade, tinha olhar terno e apaixonado, um
sorriso todo especial. Tinha surpresas
deliciosas; tivemos momentos de muito prazer,
harmonia no amor. Esse jovem foi meu colega
de escola e fizemos a Primeira Comunhão
juntos; ele conseguiu conquistar meu coração.

Em fevereiro de 1966 fui convidada para
lecionar particular numa fazenda bem próxima
à Passa Quatro, na residência do Sr. Ubaldo
e Dona Ivêda. Dava aulas para duas crianças:
Júlia e Jane. Obtive muito sucesso, porque
conseguí com menos de um ano alfabetizá-las.
Em 1967, elas foram matriculadas na segunda
série, no Passa Quatro, e saíram muito bem.

Na casa dessa família me sentia feliz e bem
considerada.
Sempre o namorado Beto me visitava nessa
fazenda.

***MINHA HISTÓRIA: Mudei o nome de alguns
personagens da história. Motivos simples.
Ana Maria Gonçalves***

terça-feira, 21 de outubro de 2008

UM GRANDE AMOR


Ana Maria lecionava na Fazenda Buriti, e Joaquim
Luís morava em Brasília DF; de vez em quando
aparecia por lá. Os dois começaram a namorar
com ordem do mano Elsom. Era uma paixão
fulminante; ele muito carinhoso, gentil, a
olhava sempre nos olhos; adivinhava sempre
o que ela queria. Tinha calor humano,
compreensivo, responsável e fiel.

Era extremamente importante tê-lo ao seu lado.
Havia um sentimento profundo, uma espécie de
primavera do coração, tudo era belo, havia
felicidade e sinceridade; era acolhedor, quando
apertava as suas mãos, se sentia nas nuvens.
Seu sorriso lhe cativava. A vida transformava-se
sempre em festa.

Seu rosto, seus olhos e seus lábios lhe fazia
delirar. Joaquim Luís era o homem da sua vida,
o seu amor, o ar que ela respirava.

Mas foi uma visão apenas, havia um deserto entre
eles; alguém impediu esse romance, não foi
outro homem, foram pessoas que fizeram a sua
cabeça, colocando impecilhos, dizendo que não
ía dar certo.
E ela ingênua caíu. Íam se casar, estavam noivos,
e tudo acabou. Ela tinha 14 anos. Sofreram. Mas
ele sofreu amargamente, tornou-se ébrio, afogava
essa paixão em copo de bebida.
Ela, sentindo-se culpada por tudo e arrependida
por ouvir tais conselhos.
Estes que fizeram dessas vidas um caos, talvez
se arrependeram.

***MINHA HISTÓRIA, Ana Maria Gonçalves***

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

EMOCIONALMENTE UMA CRIANÇA


Imagens, Mensagens, Frases e Vídeos - Garotas - Orkut




Uma moça de 27 anos que me contou que há dois
anos havia adquirido o hábito de mastigar e
engolir palitos. Explicou-me como sendo um
sintoma da sua intranquilidade e nervosismo.

Quando deixou a casa para trabalhar em outra
cidade, a mãe a obrigou a escrever-lhe
diariamente. O conteúdo das cartas entre mãe
e filha veio trair o grau de agarramento
neurótico entre as duas. A paciente sofria
de infantilismo adulto (expressão usada
pelos psicanalistas para descrever um
complexo de dependência semelhante ao das
crianças).

Devido às complicações que surgiram quando
encontrou um rapaz que lhe interessava, ela
me pediu conselhos. Disse-lhe que,
psicologicamente, ela jamais se havia
apartado da genitora, o que explicava o
prazer que sentia no hábito de comer palitos.
E como emocionalmente era ainda uma criança,
não estava suficientemente amadurecida para
o casamento. A moça deixou o vício, passou
a escrever para a mãe com menos frequência
e principiou a mostrar sinais de que se
estava tornando auto-suficiente.

"Do livro Ajuda-te pela Psiquiatria!, de
Frank S. Caprio, p. 63"

domingo, 19 de outubro de 2008

BEIJOS DE ADOLESCENTES


Recados e Imagens - Beijos - Orkut




Desde criança sempre via meu irmão Elson tocar
violão e cantar músicas sertanejas com seu
amigo Joaquim Luís que também tocava. E eu
pequena ficava sentada em cima da cama com as
pernas cruzadas, desajeitada, cabelos
cacheados e despenteados e pé no chão. Eu
tinha uns 9 a 10 anos de idade. Ouvia
atentamente o meu amado cantar. Eu,deslumbrada
com as músicas,comecei a me apaixonar. Joaquim
Luís percebia e cantava para mim. Uma que
gravei na memória, "Menina da Aldeia".

Já estava com 14 anos fui lecionar na Fazenda
Canavial, "Grupo Escolar Municipal Canavial"
Eu morava na casa do senhor Tubertino
Fernandes. Todos gostavam de mim. Na sala de
aula tinha aluno mais velho que eu. Nos
finais de semana me divertia bastante. Eu
namorava com o Elias Fernandes, um primo
meu. Nunca me esqueci, estávamos conversando, de
repente ele pegou minhas mãos, olhou nos meus
olhos e me roubou um beijo na boca. Até gostei.
Foi meu primeiro beijo.

Nesse mesmo ano minha amiga, prima e colega
Marlene namorava com o Boanerges; e eu de
longe o flertava.
Com 15 anos lecionava na Fazenda Buriti, eu
morava na casa da dona Juliana.
Sempre esperando meu grande amor chegar
de Brasília DF.
Tempos bons!

***MINHA HISTÓRIA, Ana Maria Gonçalves***

sábado, 18 de outubro de 2008

QUESTÃO DE PERSPECTIVA


Imagens, Mensagens, Frases e Vídeos - Fotos - Orkut




Assim como as crianças da casa de apoio, eu também
fui abandonado na infância. Morei na rua e tive
minha primeira escova de dentes quando fui servir
o exército, aos 18 anos. Foi aí que ganhei forças
para estruturar minha vida. Aos 28 anos, tinha
minha casa e trabalhava como gerente de uma loja
em São Paulo, quando descobri que tinha o HIV.
Me tornei ativista pelas questões da aids. Eu,
que nunca tinha pensado em ter filhos, fui
convidado para dirigir a FXB no Brasil, com 12
crianças sob minha responsabilidade.

Um dia, durante o almoço com elas, eu tomei meu
remédio. Um dos meninos perguntou: 'Para que
esse comprimido!'. Respondi: 'É para o mesmo
bichinho que vocês têm'. Todos pararam e
escutaram minha história.

'Antes de vocês nascerem eu já tinha o vírus.
Vamos contar nos dedos quantos anos faz! Quase
20!'. Como eles tinham perdido os pais, não
conheciam ninguém adulto que tivesse o mesmo
problema deles. E, naquela hora, senti que
eles ganharam uma nova perspectiva. Viram
que podiam crescer e viver bem como eu vivo.
Entenderam na prática que os pais tinham
morrido, mas eles não precisavam morrer.
"FOI MÁGICO".

"História de José Araújo, 48 anos, portador
do HIV há 20, coordenador da FXB do Brasil"

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

VESTI - ME DE ANJO


Imagens, Mensagens, Frases e Vídeos - Anjos - Orkut




Com 12 anos fui morar em Vianópolis na casa
do tio Claudemiro. Fiquei lá um ano. Fiz o
curso de admissão com o professor Ismael
Dias. Eu era ainda adolescente, gostava de
namorar, passeava sempre na estação de
trem de ferro; onde eu me encontrava com o
namorado. Saía sempre com a amiga Nilza.

Em Vianópolis nas novenas do mês de maio eu me
vesti de anjo e houve coroação de N. Senhora.

As vezes fico imaginando, quase não compreendo
os adultos; se são pequenos eles falam: é
muito criança, não sabe nada, é inocente. E
quando toma injeção eles dizem: não pode
chorar, você é grande. E tem mais, se quebra
um copo leva uma bronca; e quando eles
quebram, quem é que dá a bronca!

Com 14 anos, já na adolescência eu voltei de
Vianópolis e fui para a casa dos meus pais.
Numa noite acordei apavorada e chamei a
mamãe e disse que estava sangrando. Mamãe
sorriu e explicou que eu estava ficando moça,
que as regras haviam aparecido, e me ensinou
como cuidar. Naquela época a gente colocava
no lugar de absorvente, uns pedaços de panos,
que sempre teria que correr e trocar.
E mais, a gente lavava os paninhos para usar
de novo.

Falou - me que eu estava deixando de ser criança e me tornando uma mulher.

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***