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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

JOVEM IGNORANTE


Hoje não estou para brincadeiras.
Vi coisas, acontecimentos andando fora da
linha; e sei que vai acabar levando bronca,
e não adianta apelar para os meus sempre
bons sentimentos.
Tem coisa que vemos e não podemos aceitar.
Não tenho medo de dizer tudo aquilo que
realmente sinto.
No ônibus, uma senhora obesa de uns 70 anos,
de pé segurando com dificuldade nos solavancos
da condução.
Uma turma de torcedores de futebol na maior
algazarra. Um deles, de uns 19 anos sentado
fingindo dormir, fingindo não ver o que eu via.

Coloquei a mão no ombro do moço, e alertei-o;
e pedi a poltrona para a tal senhora.
Correu um olhar de zombaria e continuou
ignorando.
Um senhor idoso levantou e cedeu o lugar no
assento.

Voltei para casa "P" da vida.
Pensei...pensei...
Não sou dona do mundo, tentei interceder
com meu ato generoso, mas simplesmente
não dependeu só de mim.
Não vou estressar-me.
Não vou resolver os problemas do mundo.

"Minha História: ***Ana Maria Gonçalves***

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

MUITO DIVERTIMENTO


Recados e Imagens - Crianças - Orkut




Ainda criança eu gostava de imitar os grandes.
Fazia um coque nos cabelos, vestia o vestido
da mamãe, calçava os sapatos de salto e
rebocava de batom os lábios. Começava a
desfilar diante do espelho, fazendo pose como
se fosse manequim e fingindo receber visitas
das comadres. Se alguém visse, poderia até rir.
Eu falava e gesticulava.

Com 11 anos cursei a quarta série na Escola
Reunida "Graciano José da Silva"; naquela
época tinha que decorar a tabuada, se não
soubesse ficava de castigo atrás do quadro-
negro; que era negro mesmo. Eis alguns dos
colegas de classe: Genevaldo, Boanerges,
Neuza, Antônio de Paula, Genésio, Geraldo,
Sebastião, Luzia e outros.

Nas festas do Passa-Quatro, gostávamos de
fazer vai e vem; quer dizer: moças de braços
dados e rapazes andavam prá lá e prá cá,
ultrapassando as moças; eles paquerando
as meninas e vice-verso.

Havia o correio elegante que aproximava os
jovens até o namoro. Eu tinha raiva de
bombinhas. Uns meninos metidos a
engraçadinhos, riscavam palitos de fósforos
e jogavam fingindo ser as tais bombinhas;
eu ficava assustada. As festas eram super
animadas com fogos, fogueiras, mastros e
músicas pelo alto falante. Esse anunciava
músicas oferecendo para uns e outros.

(A letra "M" oferece para a letra "S"
com muito amor e carinho).
Assim continuava a festa.

***MINHA HISTÓRIA: Ana Maria Gonçalves***

terça-feira, 14 de outubro de 2008

AS CADEIRAS


Recados e Imagens - Idosos - Orkut




Viera para a aldeia um médico já idoso. O
seu primeiro doente foi um lavrador que se
queixava de fortíssimas dores nas costas.
O doutor receitou-lhe uma pomada para
friccionar as cadeiras com força, à noite
e de manhã. Passados oito dias, encontrando
o doente, perguntou-lhe o médico:

- Então como tem passado! Já não tem dores!
- Ai, senhor doutor, as cadeiras estão muito
lustrosas, mas eu estou na mesma!
- Ora essa! Como aplicou você o remédio que
lhe receitei!
- Olhe, senhor doutor - respondeu o lavrador -
todas as noites e todas as manhãs esfrego
com quanta força tenho as cadeiras da minha
sala. Elas estão lindas, estão, mas as dores
ainda não me passaram.

O médico soltou uma gargalhada e disse-lhe:
- Oh homem, não são as cadeiras da sua sala,
mas as cadeiras do seu corpo, os quadris,
que você deve mandar esfregar!
O aldeão compreendeu, assim fez, e daí a
pouco estava curado.

"Citado por Rodrigues Lapa".

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

BATE-PAPO CARA A CARA


A primeira vez ninguém esquece. Não mais que de
repente, havia um israelense me vendo em minha
casa e ele não havia saído da escrivaninha dele
em Israel. E eu, sem sair do caos do meu
escritório em São Paulo, estava na casa dele,
em alguma zona residencial de Telavive. Nem me
lembro o nome do homem, mas ficamos rindo à
toa ao perceber que o novo brinquedo estava
funcionando, e bem.

Ao saber que eu estava em São Paulo, ele passou
a elogiar as mulheres brasileiras e disse que
não perdia uma transmissão do nosso carnaval
pela TV. Já "íntimos", eu entreguei meu nome
e minha idade. E ele se identificou dizendo
que era um engenheiro elétrico de 28 anos.
Nesse momento, nós dois, separados por mais
de 10.000quilômetros, percebemos que uma nova
era da comunicação havia começado. "Você não
tem 28 anos", observei, e o engenheiro de
Telavive caiu na gargalhada. Ele era
provavelmente um clássico paquerador da Internet,
que podia dizer que tinha 28 anos, que era
louro e musculoso, e que tinha olhos azuis-claros.

Eu observava o tal engenheiro e via que era um
sexagenário tão sexy quanto o Alan Greenspan.
Ele havia se esquecido que tinha uma webcam
apontada para si e de que o tempo das mentirinhas
sem rosto havia acabado.

Com espírito esportivo, o israelense riu muito
da mancada. Em seguida, disse que a esposa o
chamava (provavelmente outra mentirinha),
se despediu e desligou.

"Revista Superinteressante"

sábado, 11 de outubro de 2008

VOCÊ NÃO QUER PARAR DE DANÇAR


Recados e Imagens - Tristeza - Orkut




"JOVEM DE 22 ANOS CONTA SUA EXPERIÊNCIA,
COM O TAL ECSTASY":

"Estava ansiosa. A festa rolava a mil. Eu
tinha tomado meio comprimido de "E" há 30
minutos e nada, nenhum efeito. Mas, aos
poucos, meu corpo foi ficando diferente,
mais sensível, mais maleável. Quando era
tocada em qualquer lugar, sentia o mesmo
arrepio de uma carícia atrás da orelha ou
na virilha. Um profundo sentimento de
harmonia com o mundo foi me preenchendo.

Numa rave, as pessoas olham para você e sentem
a sua felicidade. Basta um olhar, não é
preciso mais nada. As cores ficam nítidas,
como se você estivesse dentro de um mundo de
cor. Parece um vídeoclip em que o DJ comanda
os seus movimentos por meio do som. Quando
eu tomo ecstasy, alterno fases de euforia
e de relaxamento. É como a música que mistura
a batida eletrônica com sons distorcidos.
Você não quer parar de dançar. É o rítmo
da galera que contagia.

Chega um momento em que tudo parece estar em
câmera lenta. O corpo aquece, você sente
calor, fica derretendo, derretendo, bebe muita
água. Mas não sente fome nem cansaço. Pode
aguentar horas na pista. O desejo sexual
também aumenta. Pelo menos o meu aumentou.
Dividi um comprimido com o meu namorado e
pude comprovar esse aumento de prazer. O nome
'pílula do amor' faz sentido. Tinha uma aura
diferente entre a gente, um clima de muita
compreensão e de carinho pleno em cada toque.
Acho que é o contato com a pele que fica
diferente.

Mas o 'E' dá depressão, sim. Você fica triste
depois que o efeito passa. É difícil voltar
e encarar a realidade de que a vida não é
tão maravilhosa. As coisas ficam estranhas
por um tempo. Acho que não compensa tomar
o 'E'. Eu, particularmente, só tomo
acompanhada do meu namorado.

"Revista SUPERINTERESSANTE"

"Não é aconselhável o uso de ecstasy. Traz
consequências gravíssimas."
***Ana Maria Gonçalves***

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

LONGOS ESPINHOS E CANTAR MELODIOSO


Recados e Imagens - Mulheres - Orkut




Alma imersa na dor. Quanto mais longos e pungentes
forem os espinhos, mais meu canto será melodioso.
Por isso fiquei atenta em não deixar escapar nada,
porque amar na dor é muito mais agradável a Deus
do que amá-lo quando tudo vai bem.
As minhas dores são espirituais, são angústias
e dúvidas; sinto que o demônio aproveita esses
momentos de fraqueza enchendo-me a cabeça de
pensamentos que não são edificantes e pondo-me
incerteza no coração. Mas hoje estou em
condições de defender-me; sei que se amar, mesmo
nessa situação conseguirei vencer.

Ontem Lucas venceu o "homem velho" e obedeceu
a um pedido meu. Estava a ponto de lhe dar umas
palmadas, mas ele resolveu obedecer-me. Noto
que até mesmo as crianças muito pequenas
percebem o amor. Devo armar-me de muita
paciência, porque ocasiões deste gênero se
repetem continuamente.

O melhor ato de amor puro é mais útil à Igreja
do que todas as outras obras reunidas.
Foi este o único pensamento que guardei ao
ler um capítulo escrito por Santa teresinha,
mas ele não me traz alegria, nem a animação
íntima dos outros dias; pelo contrário, ao
ler tive sono. Ofereço-Te, da mesma forma,
tudo pela unidade, a cada instante. O
Pensamento que escrevi resume toda a
Sabedoria divina: hoje procurarei fazer
pelo menos um ato de amor puro.

Acabei de escrever a Betina, nem sei bem por
quê, mas sei que senti uma grande necessidade
e também o fiz porque, como de costume,
tive dificuldade em escrever essa carta.

"Do livro: Vencer a Angústia, do diário
íntimo de Elza Pavan, texto organizado
por Silvano Cola, p.24 e 25"

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

ANALISANDO OS ACONTECIMENTOS


Bom, indo por etapas: comecei o ano descobrindo que
estava com o vírus HIV; fui despedida do meu serviço,
uma escola que para mim era muito especial; fiquei
sem salários, cheia de dívidas e ainda considerada
má pagadora: descobri que minha mãe estava gastando
todas as nossas economias com vários exames
particulares na esperança de que tudo não passasse
de um grande engano e também seu nome estava sujo
no banco, onde não tinha mais dinheiro algum.

Dona Joana é mãe e pai ao mesmo tempo, é ela quem
cuida de absolutamente tudo dentro de casa. Por isso
não tinha como e nem a quem recorrer. Não tinha nem
mesmo como comprar a camiseta de uniforme da minha
irmãzinha, que custava 10 reais. Consequentemente,
ela foi para o colégio e voltou porque não a
deixaram entrar, sem falar do ponto que ela perdia
em toda aula de educação física por não ter a calça
própria para tal fim.

Tudo isso aconteceu muito rápido, em questão de
semanas. Oramos a Deus e minha mãe, fervorosa como
sempre, me dizia que Deus sabe o que faz e Ele nos
dará uma saída.

Num sábado, eu saí à noite. Fui a uma reunião de
jovens e, ao voltar, um amigo veio me acompanhando.
Ao chegarmos, conversamos bastante e ele comentou
algumas coisas de sua vida comigo. E eu percebi que
ele também tinha alguns sonhos que seríam difíceis
de realizar devido à sua situação financeira. Vale
lembrar que era difícil, mas não impossível.
Pensando nesse amigo, entrei em casa e orei a Deus
para que os seus sonhos pudessem ser concretizados.
No meio da oração, pensei: "Já que estou pedindo
com tanta fé, vou aproveitar e pedir a Deus que me
arranje um emprego urgente, pois não gosto de ficar
sem fazer nada". Voltei a orar e, quando terminei,
me deitei e fiquei pensando:"Só me faltava essa
agora, eu pedir a Deus um emprego, mas não mover
uma palha para que isso aconteça. Engraçado, quero
um bom colégio para dar aula, mas não fiz ficha
em lugar nenhum. Será que eu estou querendo que o
povo adivinhe que estou precisando! Só pode!"
Sorri sozinha e logo adormeci.

"Do livro:Sorrindo Entre Lágrimas, de Núbia
Moreira Sant`Ana, p.60 e 61".